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| Falta de estrutura é queixa comum entre profissionais da Saúde. Imagem: Porllane Santos |
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BRAZIL NEWS
Mostrando A verdade que a mídia não mostra - NÃO SEJA MASSA DE MANOBRA. PENSE, QUESTIONE E ANALISE.SAIA DA MATRIX ! Porque o mundo não é como nos contaram, a história foi modificada, a música, o cinema, a política, o esporte, a igreja, os alimentos, tudo está no domínio deles, até o CLIMA.
DENUNCIA: Médico desiste do "Mais Médicos" e afirma: "É uma aberração, teto caindo, mofo, parede que dá choque..."
A carreira de
Nailton Galdino de Oliveira, 34, no programa Mais Médicos, bandeira de
Dilma Rousseff (PT) para levar atendimento de saúde ao interior e às
periferias, durou menos de 48 horas e exatos 55 atendimentos.
Alegando estar
impressionado com a estrutura precária da unidade em Camaragibe (região
metropolitana do Recife), onde atuou por dois dias, pediu desligamento.
"É uma
aberração: teto caindo, muito mofo e infiltração, uma parede que dá
choque, sem ventilação no consultório, sala de vacina em local
inapropriado, falta de medicamentos", afirmou.
Casos de
desistência como esse frustraram parte dos municípios que deveriam
receber anteontem 1.096 médicos brasileiros da primeira etapa do
programa (os estrangeiros só vão começar depois).
A Folha
encontrou exemplos espalhados pelo país, com justificativas variadas
alegadas pelos profissionais --incluindo falta de infraestrutura, planos
profissionais e pessoais e desconhecimento de algumas condições. Na
prática, as desistências de brasileiros devem reforçar a dependência do
programa por profissionais estrangeiros.
Um balanço da
segunda rodada do Mais Médicos mostra baixa adesão de novos interessados
na bolsa de R$ 10 mil por mês. Houve só 3.016 inscrições --mais de
metade de formados no exterior. Enquanto isso, a demanda por médicos
ultrapassou 16 mil --menos de 10% foi suprida na primeira etapa.
O ministro
Alexandre Padilha (Saúde) disse que, após a nova fase, deve pensar
"outras estratégias" para atrair mais médicos. Ele comparou as baixas às
dificuldades cotidianas de contratação. "As secretarias estão vivendo o
drama que toda vez vivem quando fazem um concurso público",
afirmou. Ele disse que, se houve boicote de médicos contrários ao
programa, "é de uma perversidade quase inimaginável".
BAIXAS
Em Vitória da
Conquista (BA), dos cinco médicos que deveriam ter começado, três já
desistiram. Na região metropolitana de Campinas, dos 13 selecionados, 5
pediram para sair. Na capital paulista, 1 de 6 voltou atrás. Em
Salvador, 5 dos 32 convocados já abandonaram, assim como 11 dos 26
profissionais previstos em Fortaleza. No Recife, 2 desistências foram
confirmadas de um total de 12 médicos selecionados.
A Secretaria da
Saúde de Salvador disse que três desistiram porque passaram em
concursos, enquanto outros dois alegaram problemas com a carga
horária. A baiana Clarissa Oliveira, 27, disse que recuou devido "à
falta de estrutura" da unidade em que trabalharia na periferia da
capital baiana.
Em Caratinga
(MG), um médico de 26 anos disse que abandonou devido à vinculação
obrigatória de três anos. O coordenador do Mais Médicos em Fortaleza,
José Carlos de Souza Filho, disse que médicos desistiram logo que
"ressaltamos que era necessário cumprir a carga horária de 40 horas e
que iriam ficar em bairros mais distantes". Segundo ele, profissionais
acharam que poderiam usar parte da carga horária para se dedicar à
especialização.
Em Camaragibe,
Nailton Oliveira também alegou não ter recebido alimentação nem moradia
individual. A prefeitura nega, diz que ele "demonstrou má vontade" e
afirma que a unidade precisa de reparos, mas "nada que impeça seu
funcionamento".







