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POLITICA: Historiador publica texto humilhando a presidente Dilma e gera polêmica
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| Imagem: Ueslei Marcelino/Reuters |
O historiador
Marco Antônio Villa publicou, nesta semana, o texto "Vou-me embora para
Bruzundanga". Reproduzido pelo blog de Augusto Nunes, de Veja, o texto
gerou polêmica pelo seu teor e repercutiu nas redes sociais.
Leia abaixo e manifeste sua opinião a respeito:
Vou-me embora para Bruzundanga
O Brasil é um
país fantástico. Nulidades são transformadas em gênios da noite para o
dia. Uma eficaz máquina de propaganda faz milagres. Temos ao longo da
nossa História diversos exemplos. O mais recente é Dilma Rousseff.
Surgiu
no mundo político brasileiro há uma década. Durante o regime militar
militou em grupos de luta armada, mas não se destacou entre as
lideranças. Fez política no Rio Grande do Sul exercendo funções pouco
expressivas. Tentou fazer pós-graduação em Economia na Unicamp, mas
acabou fracassando, não conseguiu sequer fazer um simples exame de
qualificação de mestrado. Mesmo assim, durante anos foi apresentada como
“doutora” em Economia. Quis-se aventurar no mundo de negócios, mas
também malogrou. Abriu em Porto Alegre uma lojinha de mercadorias
populares, conhecidas como “de 1,99″. Não deu certo. Teve logo de fechar
as portas.
Caminharia
para a obscuridade se vivesse num país politicamente sério. Porém, para
sorte dela, nasceu no Brasil. E depois de tantos fracassos acabou
premiada: virou ministra de Minas e Energia. Lula disse que ficou
impressionado porque numa reunião ela compareceu munida de um laptop.
Ainda mais: apresentou um enorme volume de dados que, apesar de
incompreensíveis, impressionaram favoravelmente o presidente eleito.
Foi
nesse cenário, digno de O Homem que Sabia Javanês, que Dilma passou
pouco mais de dois anos no Ministério de Minas e Energia. Deixou como
marca um absoluto vazio. Nada fez digno de registro. Mas novamente foi
promovida. Chegou à chefia da Casa Civil após a queda de José Dirceu,
abatido pelo escândalo do mensalão. Cabe novamente a pergunta: por quê?
Para o projeto continuísta do PT a figura anódina de Dilma Rousseff caiu
como uma luva. Mesmo não deixando em um quinquênio uma marca
administrativa ─ um projeto, uma ideia ─, foi alçada a sucessora de
Lula.
Nesse
momento, quando foi definida como a futura ocupante da cadeira
presidencial, é que foi desenhado o figurino de gestora eficiente, de
profunda conhecedora de economia e do Brasil, de uma técnica exemplar,
durona, implacável e desinteressada de política. Como deveria ser uma
presidente ─ a primeira ─ no imaginário popular.
Deve ser
reconhecido que os petistas são eficientes. A tarefa foi dura, muito
dura. Dilma passou por uma cirurgia plástica, considerada essencial
para, como disseram à época, dar um ar mais sereno e simpático à então
candidata. Foi transformada em “mãe do PAC”. Acompanhou Lula por todo o
País. Para ela ─ e só para ela ─ a campanha eleitoral começou em 2008.
Cada ato do governo foi motivo para um evento público, sempre
transformado em comício e com ampla cobertura da imprensa. Seu criador
foi apresentando homeopaticamente as qualidades da criatura ao
eleitorado. Mas a enorme dificuldade de comunicação de Dilma acabou
obrigando o criador a ser o seu tradutor, falando em nome dela ─ e
violando abertamente a legislação eleitoral.
Com
base numa ampla aliança eleitoral e no uso descarado da máquina
governamental, venceu a eleição. Foi recebida com enorme boa vontade
pela imprensa. A fábula da gestora eficiente, da administradora
cuidadosa e da chefe implacável durante meses foi sendo repetida. Seu
figurino recebeu o reforço, mais que necessário, de combatente da
corrupção. Também, pudera: não há na História republicana nenhum caso de
um presidente que em dois anos de mandato tenha sido obrigado a demitir
tantos ministros acusados de atos lesivos ao interesse público.
Com
o esgotamento do modelo de desenvolvimento criado no final do século 20
e um quadro econômico internacional extremamente complexo, a presidente
teve de começar a viver no mundo real. E aí a figuração começou a
mostrar suas fraquezas. O crescimento do produto interno bruto (PIB) de
7,5% de 2010, que foi um componente importante para a vitória eleitoral,
logo não passou de uma recordação. Independentemente da ilusão do
índice (em 2009 o crescimento foi negativo: -0,7%), apesar de todos os
artifícios utilizados, em 2011 o crescimento foi de apenas 2,7%. Mas
para piorar, tudo indica que em 2012 não tenha passado de 1%. Foi o pior
biênio dos tempos contemporâneos, só ficando à frente, na América do
Sul, do Paraguai. A desindustrialização aprofundou-se de tal forma que
em 2012 o setor cresceu negativamente: -2,1%. O saldo da balança
comercial caiu 35% em relação à 2011, o pior desempenho dos últimos dez
anos, e em janeiro deste ano teve o maior saldo negativo em 24 anos. A
inflação dá claros sinais de que está fugindo do controle. E a dívida
pública federal disparou: chegou a R$ 2 trilhões.
As
promessas eleitorais de 2010 nunca se materializaram. Os milhares de
creches desmancharam-se no ar. O programa habitacional ficou
notabilizado por acusações de corrupção. As obras de infraestrutura
estão atrasadas e superfaturadas. Os bancos e empresas estatais
transformaram-se em meros instrumentos políticos ─ a Petrobrás é a mais
afetada pelo desvario dilmista.
Não há
contabilidade criativa suficiente para esconder o óbvio: o governo Dilma
Rousseff é um fracasso. E pusilânime: abre o baú e recoloca velhas
propostas como novos instrumentos de política econômica. É uma confissão
de que não consegue pensar com originalidade. Nesse ritmo, logo veremos
o ministro Guido Mantega anunciar uma grande novidade para combater o
aumento dos preços dos alimentos: a criação da Sunab.
Ah,
o Brasil ainda vai cumprir seu ideal: ser uma grande Bruzundanga. Lá,
na cruel ironia de Lima Barreto, a Constituição estabelecia que o
presidente “devia unicamente saber ler e escrever; que nunca tivesse
mostrado ou procurado mostrar que tinha alguma inteligência; que não
tivesse vontade própria; que fosse, enfim, de uma mediocridade total”.
Lígia Ferreira
Folha Política